Cobra Jararaca: Curiosidades e Características

Conhecida por diversos nomes, a cobra Jararaca da mata cientificamente é chamada de Bothrops, um gênero de serpentes da família Viperidae, veja abaixo algumas curiosidades e características desse animal que costuma botar medo em muita gente.

Jararaca

Origem

Conhecida por diversos nomes, a Jararaca da mata cientificamente é chamada de Bothrops, um gênero de serpentes da família Viperidae. “Jararaca” origina- se do termo tupi yara’raka. Popularmente, as espécies são denominadas de jararacas, cotiaras e urutus. São serpentes peçonhentas, encontradas do nordeste do México à Argentina. Ocorrem nas ilhas de Santa Lúcia e Martinica nas Antilhas, assim como nas pequenas ilhas da Queimada Grande, Alcatrazes e Vitória, no litoral de estado de São Paulo, no Brasil, sendo importantes causadoras de acidentes com animais peçonhentos no Brasil, e nos outros países onde distribuem-se, com altas taxas de morbidade e mortalidade.

As diferentes espécies apresentam grande variabilidade, principalmente nos padrões de coloração e tamanho, ação da peçonha, dentre outras características. Atualmente, 47 espécies são reconhecidas, mas é consenso dentre os pesquisadores que a taxonomia e sistemática deste grupo está mal resolvida, de modo que novas espécies têm sido descritas e algumas sinonimizadas.

As cobras venenosas do Brasil são facilmente identificáveis por causa da fosseta loreal. Essa fosseta consiste em dois orifícios situados entre a narina e o olho, um em cada lado da cabeça (com exceção do coral-verdadeira). Assim, estando uns 3 m a 4 m da cobra, pode-se saber se ela é ou não venenosa.

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Características

Dona de um corpo na tonalidade marrom, esse animal venenoso possui características distintas de outras jararacas, com manchas escuras na forma de triângulos, atrás de seu olho possui um faixa horizontal na cor preta, e nas proximidades da boca, escamas da tonalidade ocre. Todas as jararacas possuem escamas, é o que as diferencia de outras espécies.

São animais ovovivíparos. Isso significa que o embrião desenvolve-se completamente dentro do ovo, mas esse ovo fica situado no oviduto da fêmea, ou seja, o ovo é “chocado” dentro da fêmea. Tem uma única ninhada por ano. No início da estação chuvosa, após quatro meses de gestação, costumam nascer de 12 a 18 filhotes por vez, mas esse número pode ser superior.

O arranjo das escamas no topo da cabeça é extremamente variável; o número de escamas interorbitais pode variar de 3 a 14. Usualmente, estão presentes entre 7 e 9 escamas supra labiais, e entre 9 e 11 supra labiais. Existem entre 21-29 escamas dorsais, 139-240 ventrais, e 30-86 subcaudais, que são, geralmente, divididas. Variações nos números de escamas dentro da mesma espécie são muito freqüentes.

O desenho do dorso pode formar triângulos ou arcos escuros azuis, margeados de branco, com o vértice atingindo o fio das costas. Apresenta grande variação da tonalidade numa mesma ninhada (polimorfismo). Tem fosseta loreal e a fêmea apresenta a cauda mais curta que a do macho. Alcança até 1,6 m de comprimento. Essas serpentes apresentam grande variação em tamanho, as menores espécies não ultrapassando 70 cm, e as maiores atingindo cerca de 2 m de comprimento.

Peso:Aproximadamente Macho e Fêmea de 2 kg
AlturaAproximadamente Macho e Fêmea de 1,5 a 1,6 m
Grupo:Família Viperidae
Cor:Tonalidade marrom, esse animal venenoso possui características distintas de outras jararacas, com manchas escuras na forma de triângulos
Nome de Origem:Bothrops

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Curiosidades

Toda espécie de cobra assusta qualquer pessoa, ela sendo venenosa ou não. No mundo existe mais de 2 mil espécies diferentes, e o Brasil possui pelo menos 300 espécies. Mas somente 30 são venenosas. A jararaca é uma das mais conhecidas cobras venenosas do Brasil. A cobra conhecida como Jararaca da Mata, faz parte desses 10 %, é um réptil agressivo e peçonhento, com um veneno que pode matar um homem.

Muitas pessoas chamam a própria sogra de jararaca, pois elas são tão venenosas quanto o próprio animal da espécie.

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Dicas

Gosta de locais úmidos, como a beirada de córregos, rios e lagoas. Vivem em campos, bosques, e, sobretudo campos cultivados, onde existe grande número de roedores, que constituem sua alimentação. Alimenta-se de pequenos animais como ratos e sapos, os anfíbios é seu alimento preferido. Os filhotes têm uma dieta ampla e para capturar diferentes presas dispõem de uma armadilha eficiente: abanam a ponta da cauda que, como se fosse uma isca, acaba atraindo anfíbios e lagartos que rapidamente são mortos.

A maioria das espécies é noturna, embora haja algumas diuturnas nas altas altitudes. As maiores partes das espécies são terrestres, que esconde-se durante o dia embaixo das folhagens, estejam às úmidas ou secas, e só gosta de tomar sol após uma chuva, mas não é incomum encontrar algumas espécies em arbustos e árvores pequenas, especialmente os indivíduos mais jovens. Uma espécie em particular, a Bothrops insularis, a jararaca-ilhoada Ilha da Queimada Grande, parece ser freqüentemente encontradas em árvores a maior parte do tempo.

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Saúde

As espécies deste gênero são as maiores responsáveis por acidentes ofídicos nas Américas, assim como por mortalidade. Quanto a isto, as espécies mais importantes são B. asper (Peru, Colômbia e Venezuela), B. atrox (Amazônia Brasileira) e B. jararaca (centro-sul do Brasil). Sem tratamento, a taxa de mortalidade é estimada em 7%, mas, com uso de soro antiofídico e tratamentos de suporte, esta taxa é reduzida para entre 0,5% e 3%.

O veneno deste gênero apresenta forma ação proteolítica, tipicamente provocando necrose e inchaço que pode comprometer o membro atingido, tontura, náusea, vômitos entre outros sintomas. Em geral, a morte resulta da hipotensão provocada pela hipovolemia, falência renal e hemorragia intracraniana. Complicações freqüentes incluem comprometimento do membro e falência renal.

A partir de estudos do farmacologista brasileiro Sérgio Henrique Ferreira, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com o veneno da Bothrops jararaca, foi desenvolvido o Captopril, um dos medicamentos mais utilizados para tratamento de hipertensão. Através do soro antiofídico, aplicado a tempo, pessoas picadas pela jararaca possuem 93 % de chance de sobreviver.

Podem viver em média 15 anos.

Preço

Não tem um preço certo para pessoas que pensam em comprar esse animal no Brasil.

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