Cobra Cascavel: Curiosidades e Características

Cascavel ou Cobra Cascavel é o nome genérico dado às cobras peçonhentas venenosas dos gêneros Crotalus e Sistrurus. Veja algumas curiosidades e características desse animal logo abaixo….

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Origem

Cascavel ou Cobra Cascavel é o nome genérico dado às cobras peçonhentas venenosas dos gêneros Crotalus e Sistrurus. As cascavéis possuem um chocalho característico na cauda, e estão presentes em todo o continente americano. Geralmente, refere-se mais especificamente à espécie Crotalus Durissus, cuja área de distribuição estende-se do México à Argentina.

Existem cinco subespécies de cascavel, todas bem parecidas umas com as outras. São elas:  Crotalus durissus terrificus, Crotalus durissus collilineatusCrotalus durissus cascavella, Crotalus durissus marajoensis e Crotalus durissus ruruima.

A muçurana (Pseudoboa cloelia), uma espécie de cobra não-peçonhenta, é uma predadora natural da cascavel.

A cascavel, por razões não bem entendidas, em vez de sair completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda em forma de um anel cinzento grosseiro. Com o correr dos anos, estes pedaços de epiderme ressecados formam os guizos que, quando o animal vibra a cauda, balançam e causam o ruído característico. Embora no conceito popular o número de anéis do guizo às vezes é interpretado como correspondente à idade desta cobra, isto não é correto, pois no máximo poderia indicar o número de trocas de pele.

Além disso, especialmente nas cascavéis mais velhas, os guizos terminais freqüentemente perdem-se, de modo que o número total de guizos não indica nem o número total de mudas. A finalidade do som produzido pelo guizo é de advertir a sua presença e espantar os animais de grande porte que lhe poderiam fazer mal. É uma ótima possibilidade de evitar o confronto.

As cascavéis alimentam-se principalmente de pequenos roedores, mas podem fazer uso de seu veneno para fazerem outras vítimas, como pequenas aves, coelhos, lagartos, e, eventualmente, outras serpentes. Apesar de serem vistas durante o dia, predominam os hábitos crepuscular e noturno.

Cada vez que a serpente muda de pele, adicionam-se mais um lóbulo e uma serpente muda mais do que uma vez por ano. A cascavel geralmente não dispõe de mais do que dez lóbulos, pois podem-se perder ou atrapalhar nos movimentos da serpente. Em algumas espécies em específico, a ponta da cauda tem uma cor branca amarelada.

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Características

A característica mais marcante da cascavel é um som de chocalho forte. Não chega a medir 2 m. Muda de pele de 2 a 4 vezes por ano, e a reprodução é vivípara e ocorre no período de novembro a fevereiro. Em média nascem de 16 a 24 filhotes.

Conseguem caçar com o valioso auxílio de suas fossetas loreais, que identificam fontes de calor e orientam a cobra para o bote. Duas enormes presas de veneno fixam na parte da frente da boca. Dentes sólidos em ambos os maxilares.

As dimensões e os padrões na pele das cobras cascavéis variam muito entre as várias espécies. Tem cor castanha, sendo que o ventre é mais claro. Apresenta “desenhos” de losangos escuros pelo corpo todo.

Os machos costumam serem um pouco maiores que as fêmeas, podendo atingir aproximadamente 1,8 metros de comprimento.

Peso:Aproximadamente Macho e Fêmea de kg 6 kg
AlturaAproximadamente Macho e Fêmea de 1,5 a 1,8 m
Grupo:Família Viperidae
Cor:Castanha, sendo que o ventre é mais claro. Apresenta “desenhos” de losangos escuros pelo corpo todo
Nome de Origem:Cascavel
Pais de Origem:Encontra-se em todos os países da América do Sul, exceto Equador e Chile, e em algumas ilhas das Caraíbas

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Curiosidades

Está entre as mais temidas serpentes brasileiras. A cascavel, fiel aos hábitos da grande maioria das serpentes, só costuma atacar o homem quando sente-se molestada por ele, ocasião em que reage com agressividade, do contrario fogem rapidamente quando avistadas.

São responsáveis por 8% dos acidentes ofídicos que ocorrem no País, ocupando o primeiro lugar no número de mortes. Os guizos das cascavéis representam vestígios cornificados da pele, que aderem à base da cauda, e não perdem-se durante a ecdise (troca da pele). A espécie encontrada no Brasil possui veneno neurotóxico, que atua no sistema nervoso e faz com que a vítima tenha dificuldades de locomoção, e respiração. Diferente de seus parentes da América do Norte, que possuem propriedades proteolíticas (necrosante).

Dicas

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Vital Brasil, no período de 1990 a 1993, mais de cinco mil pessoas foram picadas por cascavéis. Das 35 espécies que existem no mundo, apenas uma vive no Brasil – a Crotalus Durissus. Ela habita os cerrados, regiões áridas e semi-áridas do Nordeste brasileiro, bem como os campos abertos das regiões Sul, Sudeste e Norte.

Serpente terrícola, de atividade crepuscular e noturna, pode também ser vista durante o dia. Quando julga-se importunada, enrola-se quase que por inteiro, mantendo erguida em forma de “S” a parte anterior do corpo. Então, levanta a cauda e começa a vibrá-la rápida e vigorosamente, emitindo o característico som de seu guizo, fazendo um ruído que pode ser ouvido a dezenas de metros.

Quando uma cascavel anda rapidamente colocando a língua pra fora e tocando o chão com a língua ela está “farejando” a presa que passou um pouco antes por ali. Surda e mal dotada de visão, a cascavel usa o olfato (sente cheiros com a língua) e a visão de calor.

Quando aproxima-se da presa, mesmo no escuro, pode sentir a presa pela fosseta loreal, um buraquinho entre as narinas e os olhos. Em seguida dá um bote fulminante sobre a vítima, mordendo-a com violência. Desse modo, ela injeta na vítima um forte veneno, que tem ação simultaneamente neurotóxica e hemolítica – ou seja, capaz de exercer perturbadores efeitos tóxicos no sistema nervoso e, ao mesmo tempo, destruir glóbulos vermelhos do sangue.

A cascavel alimentada pode ficar uns 10 dias sem comer.

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Saúde

Veneno da cascavel

Boicininga – “cobra que soa”, na língua tupi -, é outro nome da cascavel, que possui um veneno poderoso. Ele destrói as células do sangue das vítimas, causando lesões musculares, afeta o sistema nervoso e renal.

Na peçonha dessa serpente, há uma proteína que causa rápida coagulação, fazendo o sangue de a vítima endurecer. O ser humano tem uma proteína parecida, a trombina. Ela é ativada quando machucamo-nos e forma “casquinha” nas feridas.

As células sanguíneas dos seres humanos possuem outra proteína chamada mioglobina. Quando o veneno crotálico – da cascavel – destrói essas células, a mioglobina sai na urina da vítima, que assume uma cor avermelhada.

Como tratar uma picada de cascavel?

A picada de cascavel não dói segundo diversos relatos do Instituto Butantã. Quem for mordido jamais deve fazer torniquetes ou garrotes – isso agrava a ação do veneno e pode levar à amputação do membro atingido. Também não deve-se enfaixar a ferida.

Pode-se lavar a ferida com água e sabão ou com soro fisiológico. Mas a melhor coisa a se fazer é levar a vítima o mais rápido possível para o hospital e, de preferência, com a cobra.

Isso é importante para a identificação do animal e, portanto, para a administração correta do soro antiveneno, ou antiofídico. Se não for possível capturar a serpente, deve-se dar uma boa olhada nela, para depois descrevê-la ao médico e ele poder aplicar o soro correto.

Podem viver até 20 anos.

Preço

A domesticação de serpentes é feita por meio de autorização do IBAMA. O primeiro passo, segundo Marcos, é encontrar uma área rural, de pelo menos 400 m². É proibido criar cobras venenosas na cidade. Depois disso deve ser feita a instalação de baias, com tamanho de quatro metros quadrados; chão e piso devem ser de grama. Duas baias são suficientes. Feito esse processo, o criador pode solicitar as cobras junto ao IBAMA ou outros órgãos que tem serpentes em cativeiro.

Cada uma tem, em média, 15 filhotes por ano. Os gastos com as serpentes são básicos. “Uma serpente [Cascavel e Jararaca] come um ratinho por mês”, diz o criador. A cobra Coral tem hábito alimentar diferente. Ela come outra cobra, de qualquer espécie, desde que não ultrapasse o tamanho dela.

A prática de serpentário no Brasil, segundo ele, é recente e há poucos criadores no Brasil. “Surgiu há pouco mais de dois anos e tem sido crescente cada vez mais”, diz Marcos das Cobras.

Ele diz ainda que a pessoa interessada em criar serpente recebe assessoria. “Temos veterinários que fazem o trabalho de alimentação, limpeza do serpentário e de coleta do veneno”, disse. “O criador poderá também fazer um curso de capacitação prático para realizar todo esse processo”, ressalta.

O veneno da cobra é encaminhado a laboratórios no exterior. São utilizados para fazer medicamentos. O da Cascavel e da Surucucu, por exemplo, para tratar câncer. O da Jararaca para controlar hipertensão arterial. Ainda não há laboratório no Brasil para manipular o veneno das cobras.

O lucro do serpentário está no veneno das cobras. O grama, segundo ele, custa cinco vezes mais que ouro. No entanto, para se obter a quantia de um grama são necessárias 30 serpentes. A coleta é feita uma vez ao mês. Um grama do veneno de Cascavel e Jararaca custa R$ 300. Da cobra coral R$ 7 mil. “É uma atividade bastante lucrativa”, assegura Marcos das Cobras. Ele e Stefan têm 1.200 cobras num serpentário em Taquaral, interior de São Paulo.

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