Peixe Carpa: Curiosidades, Preço e Dicas

A palavra carpa vem do alemão Karpfen. É um peixe teleósteo de nome científico Cyprinus carpio (L.), da família Cyprinidae, veja aqui algumas dicas, cuidados, preços e curiosidades sobre a Carpa.

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Origem

A palavra carpa vem do alemão Karpfen. É um peixe teleósteo de nome científico Cyprinus carpio (L.), da família Cyprinidae. Muito encontrado em lagos de água doce e rios da Ásia (mais especificamente da China), Europa e África, onde as populações selvagens enfrentam risco de extinção, é muito difundida como peixe de criação em vários ambientes nos quais pode ser considerada espécie invasora, pode ser criado em vários ambientes, adaptando-se bem a tanques externos, e em grupos.

Há dois grupos de carpas, as comuns e as coloridas ou Nishikigois:

Carpas Comuns – A carpa comum alimenta-se de pequenos vermes, animais, plantas, e matéria orgânica encontrada no fundo da areia, ou lama, ou seja, come de tudo. São predadores de larvas e ovos de peixes nativos, podendo interferir na diversidade da fauna nativa. Além disso, é um peixe que destrói a vegetação, o que aumenta a turbidez da água. Da mesma forma, é uma espécie hospedeira do parasita Lernaea cyprinacea, gerando prejuízos drásticos à piscicultura, já que o seu tratamento é bastante difícil e oneroso, além de haver a necessidade de empregarem-se produtos altamente tóxicos como controle da doença, ou até eliminar todo o plantel.

As principais espécies de carpas comuns criadas, no Brasil, são:

Carpa Húngara – Possui as escamas pequenas e uniformes, espelhadas por todo o corpo, variando do amarelo claro a bege dourada. Podem chegar a 35 kg nos pesqueiros e a mais de 60 kg na natureza, principalmente na Europa. É um peixe que vive no fundo dos lagos e rios, em busca de alimento, porém em pesqueiros tem o hábito de comer na superfície;

Carpa Espelho – Possuem as escamas falhadas, de diferentes tamanhos, algumas bastante grandes, espalhadas por todo o corpo. Assim como a Carpa Húngara, a Carpa Espelho vive no fundo dos lagos e rios, em busca de alimento. Também comem pão, salsicha ou ração (presente na superfície);

Carpa Cabeçuda – Possui o corpo mais comprido que a Carpa Húngara. Sua cabeça tem o tamanho de 25% de seu corpo. Tem escamas pequenas e uniformes, espalhadas por todo o corpo, e a boca bem grande. Vai à superfície para se alimentar, o que não ocorre com as outras espécies de carpa comum. Come pequenas partículas que filtra na água. Tem gosto apurado por alimentos doces, como banana com mel, amendoim, frutas, leite condensado, batata doce, leite em pó, açúcar cristal, paçoca, entre outros. Pode ser encontrada em tamanhos acima dos 50 kg;

Carpa Capim – Possui um brilho exuberante. Apresenta o corpo alongado em um formato de um torpedo. É uma espécie herbívora, alimenta-se de vegetação aquática submersa, além de gramas, capim não seco e em grandes quantidades, diariamente 30% a 90% do seu peso, por isso seu nome popular. Além disso, é uma ótima espécie para consorciação, já que produz bastante esterco (adubo orgânico) por isso é utilizada para o policultivo com outras espécies. Em um ano de cultivo, pode atingir de 1 a 3 Kg e alcançar mais de 15 Kg.

Carpas Coloridas – As carpas ornamentais, coloridas ou estampadas, surgiram por mutação genética espontânea das carpas comuns, na região de Niigata, no Japão, aperfeiçoando suas características, chegando a obter três tipos híbridos: o Higoi (carpa vermelha), o Asagui (carpa azul e vermelha) e o Bekko (branca e preta). As Nishikigois estão sempre presentes em lagos de jardins públicos e privados de todo mundo, pois são bastante exuberantes. Muitas espécies participam de exposições durante toda a sua vida, já que as regras estabelecem oito divisões por tamanho, começando pela divisão um, que classifica kois de até 18 cm, até a divisão oito, que classifica kois com mais de 75 cm. No Brasil, a Associação Brasileira de Nishikigoi (ABN), fundada em 1978, reúne criadores, expositores e aquariofilistas, que anualmente realizam exposições em diversas regiões do nosso país.

 

As principais espécies de carpas coloridas criadas, no Brasil, são:

Showa Sanshoku – É uma variedade tricolor. Possui o ventre negro com manchas vermelhas e brancas. O branco nunca pode ultrapassar mais que 20% do total e o vermelho devem complementar o branco;

Kohaku – Possui cor branca, com manchas vermelhas ou “Hi” bem definidas, e cores bem destacadas com borda bem definida. O “Hi” deve corresponder de 50 a 70% do corpo e o branco, de 30 a 50% para alcançar maior valor econômico;

Bekko – É a mais vendida no Brasil. Tem cor branca com manchas negras. Fora do Brasil, a Bekko pode apresentar cor branca, vermelha ou amarela com manchas negras. Seu valor econômico aumenta, se a cor negra não chegar até a cauda. Além disso, deve apresentar manchas grandes e bem definidas (sem nenhum ponto negro);

Utsuri – É uma carpa negra, com manchas brancas, vermelhas ou amarelas, bastante confundida com a Bekko. No entanto, a disposição das cores é inversa;

Carpa Black – Quanto mais a cor negra predominar em todo o seu corpo, sem nenhum tipo de mancha, maior será o seu valor econômico;

Hikarimono Ogon – Possui cor amarela, com brilho metálico, cintilante. Sua coloração deve ser  uniforme e suas escamas, bem definidas. Seu valor aumenta, se as barbatanas forem largas;

Hikarimono Platina – Possui cor branca metálica e cintilante. Sua coloração deve ser uniforme e suas escamas, bem definidas. Seu valor aumenta, se as barbatanas forem largas;

Carpa véu – Mais adaptada a aquários, pode possuir várias cores, não totalmente definidas;

Ogon Matsuba – Possui cor amarela, com manchas negras e o dorso escuro, ou somente o dorso escuro;

Guinrin Kohaku e Guinrin Taisho – Possuem cores metálicas, com escamas cintilantes;

Goshiki – Possui ventre cinza,  com manchas na cor marrom;

Karimono azul – Possui cor azul, com manchas pretas pequenas, dentro de manchas maiores vermelhas.

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Características

A reprodução das carpas ocorre uma única vez no ano, no período entre o fim do inverno e o início da primavera. Isso, porém, é modificado artificialmente graças à injeção de hormônios nos peixes reprodutores.

Possui escamas cicloides bem grandes, podendo revestir todo seu corpo ou apenas alguns aglomerados em certos pontos, dependendo da variedade. Corpo bastante arqueado no dorso, e mais retilíneo na região ventral. De boca pequena, repleta de barbilhões curtos, ao invés de dentes. Os machos diferenciam-se das fêmeas pela grande nadadeira ventral. Sua coloração varia do cinza ao prateado. É um peixe onívoro e come todo o tipo de alimento. Pode chegar a 1,2 m e 20 kg.

Peso:Aproximadamente Macho e Fêmea de 2 kg a 20 kg
AlturaAproximadamente Macho e Fêmea até 1,2 m
Grupo:Família Ciprinídeos
Cor:Varia do cinza ao prateado
Nome de Origem:Cyprinus carpio (L.)
Pais de Origem:Ásia, Europa e África

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Curiosidades

Uma bela curiosidade deste peixe de águas frias é que não existem dois animais iguais, o que, aliada a longevidade das espécies, torna a carpa conhecida como um dos reis da água doce.

Graças a essa vocação ornamental da carpa, é comum vê-la como elemento decorativo de lagos, tanques e espelhos d’água em locais públicos e privados, principalmente em ambientes com temáticas orientais. Porém, nem todas as espécies de carpas são destinadas à ornamentação. Diferente das espécies mais coloridas, as carpas com uma coloração menos atraente são destinadas ao consumo humano.

Um dos pescados mais consumidos até meados da revolução industrial, a carpa está presente nas mesas desde a antiguidade, quando servia de alimento para povos como os romanos, por exemplo. A qualidade regular de sua carne pode sofre alterações de acordo com a origem da água em que o peixe é criado, sendo mais saborosa quando em águas límpidas, como nascentes, riachos e açudes. Já o volume da água influencia no desenvolvimento da carpa, uma vez que deve ser verificada a densidade de peixes em cada viveiro.

Se feita com uma estrutura adequada, através de uma implantação e orientação realizada por técnicos especializados, a criação de carpas pode ser tanto rentável quanto prazerosa. As espécies mais comercializadas são a carpa comum, a carpa capim, a carpa prateada e a carpa cabeçuda.

Dicas

Para criar carpas, sejam elas nishikigoi ou não, alguns cuidados fazem parte da rotina do criador: checar a temperatura, a oxigenação e o pH da água, por exemplo. Com essas dicas, o ambiente fica ideal para a carpa crescer rápido, saudável e ter cores mais fortes e definidas.

As carpas desenvolvem-se de acordo com o tamanho espaço disponível. Elas podem até ser criadas em aquários, mas se não forem transferidas para áreas maiores, elas “atrofiam” crescendo até o tamanho que o local comporta. Quanto maior o lago ou aquário, maior ela ficará.

Bombas que liberem o gás são importantes para suprir as necessidades da carpa. O equipamento pode ser substituído por cascatas ou quedas d’água. É importante manter o tanque ou lago onde são criadas limpas, para que doenças sejam evitadas. A média é limpar o equipamento a cada três meses, mas dependendo da eficiência do filtro, a limpeza é necessária após anos.

As carpas convivem bem na água até 18°C. Qualquer mudança, os peixes sentem bastante: cada 1°C variado para seres humanos equivale a 5°C para estes animais.

O que as carpas comem deve ser equilibrado para que as fezes sejam reduzidas e não cause excesso de excrementos, o que pode gerar doenças. Há rações especiais para esse tipo de peixe. Eles devem ser alimentados várias vezes ao dia, mas com pouca quantidade. Por serem onívoros, também podem comer minhocas, larvas de insetos, e até caramujos. Para que o peixe reconheça o dono, é preciso que ele o alimente sempre no mesmo lugar. Ele o reconhecerá pelos ruídos, deixando até fazer carícias no peixe.

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Saúde

Resistentes por natureza às águas de baixa qualidade, algumas carpas podem chegar até os 60 anos de idade, apesar da estimativa de vida média seja de 30 anos a 40 anos.

Preço

Carpas de luxo, mantidas em aquários e lagos artificial, podem custar até R$ 10 mil, quando apresentam cores vivas e manchas bem definidas. Elas estão entre as principais espécies do mercado de peixes ornamentais, que movimenta R$ 700 milhões por ano no Brasil.

Apesar dos preços altos a que algumas chegam a maioria das carpas que produz custa de R$ 40 a R$ 80. Cerca de 40% das vendas vão para lojas. As demais, o criador vende diretamente a clientes através de sua outra empresa, que constrói lagos artificial.

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