Calazar em Humanos: Sintomas, Tratamento

A Calazar em Humanos, mais conhecida como Leishmaniose, é uma doença que compromete principalmente o baço, o fígado e também a medula óssea, sendo mais fácil de se propagar nas regiões rurais do Brasil, na região do Nordeste, mas também pode estar presente em qualquer outro local, por isto é preciso muito cuidado, principalmente nos grandes centros urbanos onde vem crescendo o número de animais que ficam soltos pelas ruas e avenidas.

Atualmente a Calazar ocupa a segunda posição entre as doenças parasitas que mais estão matando em todo o mundo, perdendo somente para a malária que continua sendo a mais mortal de todas. E a situação tende a se complicar ainda mais já que a Calazar é extremante perigoso e está entre as doenças tropicais que continuam sendo negligenciadas.

Calazar em humanos

Dados apontam que mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo neste exato momento estão correndo risco de serem infectadas, já que a transmissão é feita através da picada do mosquito-palha, quando as fêmeas já se encontram infectadas. Se não for tratada a tempo, a Calazar poderá ser fatal. Todos os anos surgem cerca de 300 mil novos casos e a maior parte deles encontram-se na Índia, mais precisamente no Nepal, Bangladesh e Sudão, mas a situação no Brasil já é preocupante.

Quando a pessoa é infectada, depois de algum tempo a doença poderá evoluir e o quadro do paciente ficar muito mais grave, sendo chamada neste caso de Leishmaniose Visceral ou Calazar. Alguns dos sintomas da Calazar são fáceis de serem identificados, por exemplo, no local onde o mosquito picou surge uma ferida e a doença poderá progredir ao ponto de atingir o sistema imunológico da pessoa.

Calazar em humanos

Mas a doença não se manifesta logo que é transmitida, ela pode demorar até 8 meses para começarem a aparecer os primeiros sintomas, inclusive a febre mais prolongada e também uma grande fraqueza. O diagnóstico da doença é difícil porque requer laboratórios ou instalações preparadas, além de profissionais especializados, o que não acontece principalmente nas regiões mais pobres e distantes. O teste para diagnosticar o Calazar é invasivo e pode ser necessário até uma amostra de tecido ou da medula espinhal do paciente.

O teste da “fita reagente” é uma opção, porém este é um teste bastante problemático porque a pessoa pode estar infectada só que não desenvolve a doença e assim não terá um tratamento adequado. Este teste só indica se a pessoa é imune à doença, ou seja, não poderá ser aplicado no caso do paciente que já está curado, ou no caso daquele que foi reinfectado ou ainda, no caso da pessoa apresentar uma recaída.

São vários os tratamentos disponibilizados para o Calazar e todos oferecem efeitos colaterais variados, mas o mais utilizado são os antimônios pentavalentes que começam a ser administrados e duram por um período de 30 dias, através das injeções intramusculares.

Calazar em humanos

Importante ressaltar que estes antimônios são bastante tóxicos e podem representar um risco durante o tratamento, porém, o paciente que for curado irá desenvolver uma imunidade para toda sua vida, pelo menos é o que acontece na grande maioria dos casos. Muitas pesquisas continuam sendo feitas na tentativa de facilitar o tratamento, tornando-o mais simples e mais seguro para o paciente.

No Brasil, uma das regiões que mais tem apresentado casos de Calazar é em Teresina, de acordo com a FMS – Fundação Municipal de Saúde, sendo que os números podem ser maiores do que vem sendo anunciado pelas autoridades, já que muitos dos infectados encontram-se nos arredores da cidade. Diferente do que boa parte da população pensa, os cães não são responsáveis pela transmissão da Leishmaniose, eles servem apenas de “depósito” para o protozoário e o mosquito é que fará a transmissão.

O paciente com Calazar nunca deve se auto-medicar e sim, consultar-se e seguir à risca as determinações médicas. O Governo brasileiro já realizou o combate através da aplicação de inseticida em residências, para combater o mosquito transmissor da doença e pode ser usado também um outro processo que é o uso de coleiras com deltametrina, o mesmo produto utilizado no inseticida. Hoje no país estão sendo distribuída mais de 300 mil coleiras para municípios pré-selecionados, para verificar se esta medida é capaz de conter o avanço da doença. Em 2014 o Brasil apresentou 3.453 casos desta doença, sendo que só no Nordeste foram mais de 58% dos casos.

E há uma grande polêmica sobre esta questão que é o fato do Brasil adotar a medida de recolher e exterminar os cães de uma região onde foi detectada esta doença. Só que os métodos de diagnósticos utilizados não são tão precisos e muitos cães morrem sem estarem infectados, o que vem gerando muitos protestos.

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